Modelos e registos · ISO 27001 · Cláusula A.5.18
Registo de revisão dos direitos de acesso ISO 27001
A verificação periódica de que cada pessoa tem, em cada sistema, as permissões de que precisa e nenhuma mais, com a decisão do proprietário.
Numa frase
O registo de revisão dos direitos de acesso deixa evidência de que os proprietários de cada sistema reviram, a intervalos regulares, os utilizadores e as permissões existentes, e de que alterações foram feitas; é a evidência exigida pelo controlo 5.18 da ISO/IEC 27001:2022, que pede que os acessos sejam concedidos, revistos, modificados e retirados de acordo com a política.
- Onde a norma o exige
- ISO 27001 · Cláusula A.5.18 As secções seguem a ISO/IEC 27001:2022; as que começam por «A.» são controlos do Anexo A, exigíveis na medida em que a declaração de aplicabilidade os inclua.
- Tipo de informação
- Boa prática Evidência do controlo 5.18 do Anexo A
- Quem o preenche
- Proprietário de cada sistema A equipa de sistemas extrai as listagens e aplica as alterações
- Quando
- Segundo a política Por exemplo, trimestral para acessos privilegiados e semestral para os restantes
- Durante quanto tempo se conserva
- Definido pela organização A ISO/IEC 27001 não fixa prazos: pede que se decida a conservação e a eliminação da informação documentada (7.5.3). Abranger o ciclo de certificação de três anos permite mostrar o histórico na renovação.
O que a norma exige
O que o referencial ISO 27001 exige e o que fica ao seu critério
O controlo 5.18 pede que os direitos de acesso sejam concedidos, revistos, modificados e retirados de acordo com a política de controlo de acessos (5.15). A revisão periódica é a parte mais esquecida e a que mais constatações gera.
A norma não fixa a frequência: é a organização que a decide, em função do risco. O habitual é rever os acessos privilegiados com mais frequência do que os normais, e sempre após mudanças de função ou saídas.
O que transforma a revisão em evidência é ser feita pelo proprietário do sistema ou do dado, não apenas pela equipa de sistemas, e deixar rasto do que se mantém e do que se retira.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Sistema ou aplicação revista
- Data e período abrangido
- Listagem de utilizadores e permissões revistos
- Revisor: proprietário do sistema
- Decisão por utilizador: manter, reduzir, retirar
- Contas genéricas, de serviço e privilegiadas, com a respetiva justificação
- Alterações aplicadas e data
Exemplo
Exemplo: revisão trimestral de acessos privilegiados
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Sistema | Consola de administração da nuvem |
| Período | Terceiro trimestre de 2026 · revisto a 6 de outubro |
| Revisor | Diretor técnico, proprietário do sistema |
| Utilizadores revistos | 9 administradores e 2 contas de serviço |
| Decisões | 7 mantêm-se · 1 é reduzido a leitura · 1 é retirado (mudou de equipa em julho) |
| Contas de serviço | Justificadas: cópias de segurança e implementação automática |
| Alterações aplicadas | 7 de outubro de 2026, confirmadas pela equipa de sistemas |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- A revisão é feita pela equipa de sistemas sem que o proprietário do dado decida.
- A lista é revista e assinada, mas não se aplica nenhuma alteração.
- Contas de pessoas que saíram da empresa há meses continuam ativas.
- Contas genéricas partilhadas sem proprietário nem justificação.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1As permissões são geridas por perfil a partir do portal do colaborador.
- 2A revisão periódica de acessos e privilégios por perfil fica registada com a sua data e o seu revisor.
- 3A saída na ficha de pessoal fecha automaticamente os acessos ao portal, à aplicação e aos módulos associados.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
Com que frequência se devem rever os acessos?
A norma não o diz: é a política de controlo de acessos que o fixa, em função do risco. O importante é cumprir a frequência que a própria política declara.
Basta rever quando alguém sai?
Não. A saída é um gatilho, mas a revisão periódica deteta o que escapa: mudanças de função, permissões temporárias que ninguém retirou ou contas de serviço esquecidas.
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Fontes
De onde vem cada dado
Referências ao texto oficial em vigor. Se uma norma for revista, esta página é atualizada e a data de revisão reflete-o.
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