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Modelos e registos · ISO 22000 · Cláusula 8.5.4.3

Modelo de registo de monitorização de PCC e PPRO ISO 22000

A leitura de cada lote, no momento em que é feita e por quem a faz. É o registo mais numeroso do sistema e o primeiro a denunciar um plano que só existe no papel.

Numa frase

O registo de monitorização de PCC e PPRO anota, para cada lote ou intervalo, o valor medido ou observado face ao limite crítico ou ao critério de ação, a hora, quem monitoriza e qualquer desvio com a respetiva correção, e a cláusula 8.5.4.3 da ISO 22000 exige que seja conservado como evidência da monitorização.

Conteúdo revisto em

Onde a norma o exige
ISO 22000 · Cláusula 8.5.4.3 As cláusulas são citadas com a numeração da ISO 22000:2018, a edição em vigor. A ISO prepara uma terceira edição que poderá renumerá-las; quando for publicada terá o seu próprio período de transição.
Tipo de informação
Registo obrigatório Evidência da monitorização a conservar (8.5.4.3)
Quem o preenche
O responsável pela monitorização designado no plano Deve ser competente e saber o que fazer perante um desvio
Quando
Com a frequência definida no plano Por lote, por carro, de hora a hora ou de forma contínua
Durante quanto tempo se conserva
No mínimo, o prazo de validade do produto É o único prazo que a norma fixa (8.3). Em produtos de validade longa prevalece esse prazo; nos frescos, convém alargá-lo ao ciclo de certificação.

O que a norma exige


O que o referencial ISO 22000 exige e o que fica ao seu critério

O sistema de monitorização de cada PCC e PPRO deve definir métodos ou dispositivos de medição, frequência, responsáveis e registos. Nos PCC, a monitorização tem de ser capaz de detetar atempadamente qualquer incumprimento do limite crítico; quando não é contínua, a frequência deve bastar para isolar o produto afetado.

Os equipamentos com que se monitoriza têm de estar calibrados ou verificados (8.7).

A norma não diz se o registo é em papel ou eletrónico. Implica, sim, que deve refletir o que foi medido e quando: uma folha preenchida no fim do turno não demonstra monitorização.

Estrutura


Campos que o modelo deve ter

  • PCC ou PPRO e etapa
  • Data, hora e lote ou intervalo monitorizado
  • Valor medido ou observação
  • Limite crítico ou critério de ação de referência
  • Conforme ou não conforme
  • Correção aplicada em caso de desvio
  • Equipamento de medição utilizado
  • Pessoa que monitoriza
  • Revisão do registo: por quem e quando

Exemplo


Exemplo: monitorização do PCC-2, detetor de metais

Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.

Campo Conteúdo
Ponto PCC-2 · Detetor de metais à saída da enchedora
Data e lote 3 de março de 2026 · lote L26-062
Verificação Passagem dos provetes de ferroso, não ferroso e aço inoxidável no início, de hora a hora e no fim
Resultado 09:00, 10:00 e 11:00: rejeição correta dos três provetes
Desvio 12:00: o provete de aço inoxidável não é rejeitado
Correção Paragem da linha; produto desde as 11:00 retido e repassado pelo detetor da linha 1 após a sua verificação
Equipamento Detetor DM-02 · última verificação do fabricante a 15 de janeiro de 2026
Monitoriza Operadora da enchedora do turno da manhã
Revisão Técnica da qualidade · 3 de março, 15:30 · abre a ação corretiva AC-26-014

Na auditoria


Erros que os auditores costumam apontar

  • Registos com a mesma letra e a mesma tinta para todo o dia, preenchidos a posteriori.
  • Desvios anotados sem correção nem referência ao produto retido.
  • Equipamentos de monitorização sem calibração ou verificação válida.
  • O registo não é revisto por ninguém, ou é revisto pela mesma pessoa que monitoriza.
  • Leituras sempre idênticas que não refletem a variabilidade real do processo.

No Kimobox


Como se gere este registo no Kimobox

  1. 1O operador regista a leitura a partir do terminal de linha e fica guardada a hora real.
  2. 2Uma leitura fora do limite abre automaticamente a correção e avisa a qualidade.
  3. 3Cada leitura fica associada ao lote, e a rastreabilidade leva-a consigo.
  4. 4Se for útil, o fecho diário pode ser selado em blockchain para que a evidência não dependa apenas do sistema da empresa.

Perguntas frequentes


O que nos perguntam antes de começar

Um registo automático do equipamento é válido?

Sim, e costuma ser melhor do que um manual. O que é preciso assegurar é que alguém o revê com a frequência prevista, que os alarmes chegam a quem deve atuar e que o equipamento está calibrado.

Quem pode assinar a revisão do registo?

Alguém diferente de quem monitoriza. A norma exige que a verificação não seja feita pelo responsável pela monitorização dessa mesma atividade, e a revisão de registos é uma das atividades de verificação mais habituais.

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Fontes


De onde vem cada dado

Referências ao texto oficial em vigor. Se uma norma for revista, esta página é atualizada e a data de revisão reflete-o.

  1. ISO 22000:2018 — Sistemas de gestão da segurança alimentar. Requisitos para qualquer organização na cadeia alimentar ISO · Ed. 2018, com Amd 1:2024
  2. Princípios gerais de higiene dos alimentos, CXC 1-1969 Codex Alimentarius (FAO/OMS) · Revisão de 2020