Modelos e registos · BRCGS · Cláusula 3.7
Registo de ações corretivas e preventivas na BRCGS
A BRCGS distingue três passos perante uma não conformidade: corrigir, compreender a causa e evitar que se repita. Os três têm de ficar escritos.
Numa frase
O registo de ações corretivas e preventivas da BRCGS documenta, para cada não conformidade, a correção imediata, a análise da causa raiz, a ação preventiva que evita que se repita, quem a assume, o prazo e a verificação de que foi eficaz, porque a cláusula 3.7 é um requisito fundamental e a base do plano de ações após a auditoria.
- Onde a norma o exige
- BRCGS · Cláusula 3.7 As cláusulas seguem a numeração da edição 9 da BRCGS Food Safety. Se a sua auditoria já for feita segundo uma edição posterior, confirme a correspondência em brcgs.com.
- Tipo de informação
- Registo obrigatório Registo a conservar (3.7, requisito fundamental)
- Quem o preenche
- Responsável da área e qualidade A área analisa e executa; a qualidade verifica a eficácia e encerra
- Quando
- Logo que é detetada A verificação da eficácia, quando já passou tempo suficiente para que a falha tivesse reaparecido
- Durante quanto tempo se conserva
- Prazo de validade mais 12 meses, no mínimo A BRCGS pede que se fixe um prazo tendo em conta a lei, o cliente e o prazo de validade do produto e que, no mínimo, os registos sejam conservados durante o prazo de validade mais doze meses (3.3).
O que a norma exige
O que o referencial BRCGS exige e o que fica ao seu critério
A BRCGS pede um procedimento que cubra a identificação da não conformidade, a correção, a análise da causa raiz, a ação preventiva para evitar que se repita e a verificação de que a ação foi eficaz. As ações são atribuídas a pessoas com autoridade suficiente e implementadas em prazos definidos.
O referencial usa «ação preventiva» para o que outras normas chamam ação corretiva: a que atua sobre a causa. Após a auditoria de certificação, o plano de ações inclui a causa raiz de cada não conformidade e um plano de ação preventiva.
As tendências também contam: várias não conformidades semelhantes exigem uma análise de causa comum, e não um tratamento isolado de cada uma.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Número, data e origem
- Descrição da não conformidade e cláusula afetada
- Correção imediata e produto afetado
- Análise da causa raiz e método
- Ação preventiva, responsável e prazo
- Evidência de implementação
- Verificação da eficácia e resultado
- Relação com não conformidades anteriores semelhantes
Exemplo
Exemplo: não conformidade interna numa fábrica de molhos fictícia
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Origem | Inspeção de higiene semanal · 8 de abril de 2026 |
| Não conformidade | Utensílios de cor azul (zona de alergénios) na linha sem alergénios |
| Correção | Retirada imediata, limpeza da linha e tira de proteína de ovo negativa |
| Causa raiz | O armário de utensílios da zona sem alergénios esvaziou-se durante uma mudança de turno e não havia reposição |
| Ação preventiva | Stock mínimo de utensílios por zona e verificação na abertura do turno · produção · 30 de abril |
| Eficácia | 30 de junho: 12 inspeções sem repetição · eficaz |
| Semelhantes | Segunda incidência com utensílios no ano: acrescenta-se à avaliação de risco de alergénios |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- Regista-se apenas a correção e dá-se por encerrada.
- Causa raiz que descreve o sintoma: «não se seguiu o procedimento».
- Ações atribuídas a pessoas sem autoridade para as implementar.
- Verificação da eficácia inexistente ou feita no próprio dia.
- Não conformidades repetidas tratadas uma a uma.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1Qualquer utilizador abre a não conformidade com a sua origem e as suas fotografias.
- 2A causa raiz é obrigatória para avançar para a ação.
- 3A ação tem responsável e data, e o sistema avisa se houver atraso.
- 4A verificação da eficácia fica programada no mesmo registo; as repetições aparecem juntas.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
Porque é que a BRCGS fala de ação preventiva?
Porque chama assim à ação que elimina a causa para evitar que a não conformidade se repita, que na ISO 9001 ou na IFS se chama ação corretiva. A correção é o que se faz de imediato com o problema.
Que método de causa raiz pede a BRCGS?
Nenhum em concreto. Cinco porquês, Ishikawa ou outro são válidos se a causa anotada explicar realmente a falha. O que pede é que a análise exista e fique documentada.
Como se responde às não conformidades da auditoria?
Com um plano que reúna a correção, a causa raiz e a ação preventiva de cada uma, enviado ao organismo de certificação com as respetivas evidências no prazo que o referencial fixa.
Faça a gestão dos registos do referencial BRCGS sem modelos avulsos
Mostramos-lhe o módulo a funcionar com dados semelhantes aos seus.
Continue a explorar
Páginas relacionadas
Plano de ações corretivas na IFS Food
Como documentar as ações corretivas que a IFS Food pede como requisito KO: causa raiz, responsável, prazo…
Compromisso da gestão e melhoria contínua
O BRCGS exige que a gestão de topo assuma a responsabilidade pela segurança alimentar e demonstre melhoria…
Plano de cultura de segurança alimentar BRCGS
Como documentar o plano de cultura de segurança alimentar que a BRCGS pede: diagnóstico, atividades…
Validação e revisão do plano HACCP na BRCGS
Como documentar a validação dos PCC e a revisão anual do plano HACCP que a BRCGS exige: evidências…
Fontes
De onde vem cada dado
Referências ao texto oficial em vigor. Se uma norma for revista, esta página é atualizada e a data de revisão reflete-o.
- BRCGS Global Standard for Food Safety, edição 9 BRCGS · Publicada em agosto de 2022