Modelos e registos · BRCGS · Cláusula 4.10
Verificação do detetor de metais na BRCGS
O detetor só protege se funcionar. A BRCGS pede que seja verificado com peças de teste numa frequência fixa e que se saiba o que fazer quando falha.
Numa frase
O registo de verificação do detetor de metais na BRCGS reúne cada verificação do equipamento com peças de teste de tamanho conhecido —ferroso, não ferroso e aço inoxidável—, o funcionamento do sistema de rejeição, a hora, quem a faz e a ação sobre o produto se o teste falhar, como pede a cláusula 4.10 sobre equipamentos de deteção e remoção de corpos estranhos.
- Onde a norma o exige
- BRCGS · Cláusula 4.10 As cláusulas seguem a numeração da edição 9 da BRCGS Food Safety. Se a sua auditoria já for feita segundo uma edição posterior, confirme a correspondência em brcgs.com.
- Tipo de informação
- Registo obrigatório Registo a conservar (4.10)
- Quem o preenche
- Operador formado da linha É verificado pelo responsável de turno; as rejeições são revistas pela qualidade
- Quando
- No início, durante e no fim da produção Com a frequência definida pelo risco e em cada mudança de produto
- Durante quanto tempo se conserva
- Prazo de validade mais 12 meses, no mínimo A BRCGS pede que se fixe um prazo tendo em conta a lei, o cliente e o prazo de validade do produto e que, no mínimo, os registos sejam conservados durante o prazo de validade mais doze meses (3.3).
O que a norma exige
O que o referencial BRCGS exige e o que fica ao seu critério
A BRCGS pede que se decida, com uma avaliação de risco, que equipamentos de deteção ou remoção de corpos estranhos o processo necessita —detetores de metais, raios X, peneiros, ímanes— e que se justifique por escrito quando não se usa deteção de metais.
Os detetores são verificados com uma frequência definida com peças de teste de tamanho conhecido, colocadas na posição mais difícil de detetar. O sistema de rejeição deve desviar o produto para um contentor seguro, e o equipamento deve avisar ou parar a linha se falhar.
Se a verificação falhar, todo o produto desde a última verificação correta é retido e inspecionado de novo. A avaliação global do risco de corpos estranhos está na ficha da IFS Food; o inventário de materiais frágeis, no registo de vidro.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Equipamento, linha e produto
- Sensibilidade configurada
- Peças de teste usadas: tipo e tamanho
- Data, hora e quem verifica
- Resultado de cada peça e do sistema de rejeição
- Produto retido e novamente inspecionado em caso de falha
- Revisão das rejeições do turno
Exemplo
Exemplo: verificação numa linha de bolachas fictícia
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Equipamento | Detetor DM-2 · linha 2 · bolacha recheada 300 g |
| Peças | Ferrosa 2,0 mm · não ferrosa 2,5 mm · inoxidável 3,0 mm |
| 06:05 | As três peças rejeitadas · tapete de rejeição conforme |
| 10:00 | Peça inoxidável não rejeitada |
| Ação | Linha parada · produto desde as 08:00 (último teste correto) retido: 1800 embalagens |
| Nova inspeção | Produto passado pelo detetor da linha 1: 2 rejeições com limalha metálica |
| Causa | Desgaste da lâmina de corte · a manutenção substitui-a · abre-se não conformidade |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- Peças de teste passadas pelo centro do túnel e não na posição mais difícil.
- Falhas na verificação sem produto retido desde o último teste correto.
- Contentor de rejeição sem chave, acessível a qualquer pessoa.
- Rejeições que ninguém revê no fim do turno.
- Mudança de produto sem nova verificação.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1Cada verificação aparece no terminal de linha à sua hora e é registada com o resultado de cada peça.
- 2Uma falha abre a incidência e bloqueia o lote desde a última verificação correta.
- 3As rejeições e a sua revisão ficam ligadas ao lote.
- 4A manutenção e a verificação periódica do equipamento são programadas na GMAO com aviso.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
O detetor de metais é obrigatório na BRCGS?
Nem sempre, mas se não for usado é preciso justificá-lo com a avaliação de risco e demonstrar que outros controlos são eficazes.
Que tamanho de peças de teste se usa?
O referencial não o fixa: depende do produto, da embalagem e da sensibilidade alcançável. O habitual é usar o menor tamanho que o equipamento deteta de forma fiável para cada tipo de metal, documentado na avaliação.
O que acontece ao produto se o teste falhar?
Retém-se tudo o que foi produzido desde a última verificação correta e volta a passar-se por um detetor que funcione antes de ser libertado.
Faça a gestão dos registos do referencial BRCGS sem modelos avulsos
Mostramos-lhe o módulo a funcionar com dados semelhantes aos seus.
Continue a explorar
Páginas relacionadas
Avaliação de risco de corpos estranhos na IFS Food
Como documentar a avaliação de risco de corpos estranhos que a IFS Food pede: fontes, medidas de mitigação…
Normas das instalações
O BRCGS dedica um bloco inteiro às instalações: localização, conceção, manutenção e controlo de pragas do…
Plano de cultura de segurança alimentar BRCGS
Como documentar o plano de cultura de segurança alimentar que a BRCGS pede: diagnóstico, atividades…
Validação e revisão do plano HACCP na BRCGS
Como documentar a validação dos PCC e a revisão anual do plano HACCP que a BRCGS exige: evidências…
Fontes
De onde vem cada dado
Referências ao texto oficial em vigor. Se uma norma for revista, esta página é atualizada e a data de revisão reflete-o.
- BRCGS Global Standard for Food Safety, edição 9 BRCGS · Publicada em agosto de 2022