Modelos e registos · BRCGS · Cláusula 3.9
Teste de rastreabilidade BRCGS em quatro horas
A BRCGS é concreta: a rastreabilidade completa de um lote tem de ser obtida em quatro horas, e é preciso testá-lo pelo menos uma vez por ano.
Numa frase
O teste de rastreabilidade da BRCGS parte de um lote de produto e reconstrói, em quatro horas no máximo, as suas matérias-primas e embalagens com os respetivos fornecedores, as etapas intermédias e os clientes que o receberam, com um balanço de massas, e deve ser repetido pelo menos uma vez por ano, porque a cláusula 3.9 é um requisito fundamental.
- Onde a norma o exige
- BRCGS · Cláusula 3.9 As cláusulas seguem a numeração da edição 9 da BRCGS Food Safety. Se a sua auditoria já for feita segundo uma edição posterior, confirme a correspondência em brcgs.com.
- Tipo de informação
- Registo obrigatório Registo a conservar (3.9, requisito fundamental)
- Quem o preenche
- Qualidade, com a logística e a produção É revisto pela direção do local
- Quando
- Pelo menos uma vez por ano E sempre que o auditor o pedir durante a visita
- Durante quanto tempo se conserva
- Prazo de validade mais 12 meses, no mínimo A BRCGS pede que se fixe um prazo tendo em conta a lei, o cliente e o prazo de validade do produto e que, no mínimo, os registos sejam conservados durante o prazo de validade mais doze meses (3.3).
O que a norma exige
O que o referencial BRCGS exige e o que fica ao seu critério
A BRCGS pede que seja possível rastrear cada lote de produto a montante, até às matérias-primas e às embalagens e aos seus fornecedores, e a jusante, até ao primeiro cliente, passando por todas as etapas intermédias, incluindo o reprocessamento e o produto em curso.
O sistema é testado pelo menos uma vez por ano com um exercício que inclua o balanço de quantidades, e a rastreabilidade completa deve ser obtida em quatro horas. O mesmo se espera quando o auditor escolhe um lote durante a visita.
A lógica do registo coincide com a da IFS Food; a diferença é o prazo, que a BRCGS fixa de forma expressa. O mínimo legal está no artigo 18.º do Regulamento (CE) 178/2002.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Data, hora de início e de fim, e tempo total
- Lote de partida e sentido
- Matérias-primas e embalagens, com lotes e fornecedores
- Etapas intermédias, reprocessamento e produto em curso
- Clientes, datas e quantidades
- Balanço de massas e diferença explicada
- Cumprimento do objetivo de quatro horas
- Desvios e ações
Exemplo
Exemplo: teste anual numa fábrica de sumos fictícia
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Data | 9 de setembro de 2026 · 08:00 às 09:25 · 1 h 25 min |
| Lote de partida | Sumo de laranja 1 l · lote ZN-26-0909 · 18 000 embalagens |
| A montante | Laranja de 2 cooperativas (4 lotes) · cartão asséptico lote B-7712 · tampa lote T-1020 |
| Reprocessamento | 300 l de sumo do lote anterior reincorporados · lote ZN-26-0908 identificado |
| A jusante | 3 clientes · 17 640 embalagens |
| Balanço | 18 000 = 17 640 expedidas + 324 em armazém + 36 amostras · diferença 0 |
| Objetivo | Cumprido: 1 h 25 min face ao máximo de 4 h |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- O teste é cronometrado apenas até encontrar os clientes e não inclui as matérias-primas.
- O reprocessamento ou o produto em curso quebram a cadeia de lotes.
- Embalagens em contacto com o alimento sem lote registado.
- O balanço não bate certo e não é investigado.
- O teste ao vivo durante a auditoria ultrapassa as quatro horas.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1Os lotes são ligados desde a matéria-prima e a embalagem até à entrega, também no reprocessamento.
- 2A consulta a montante e a jusante devolve matérias-primas e clientes em minutos.
- 3O resultado fica registado com a hora de início e de fim e o respetivo balanço.
- 4Se o ERP for o dono do lote, o Kimobox consome esse dado e associa-lhe os registos da qualidade.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
As quatro horas contam até ter tudo?
Sim: a rastreabilidade completa, a montante e a jusante, com as quantidades. Encontrar apenas os clientes não é suficiente.
É preciso rastrear as embalagens?
As que estão em contacto com o alimento, sim. É um dos pontos que o auditor verifica no teste ao vivo.
O teste de rastreabilidade é o mesmo que o simulacro de recolha?
Não. O teste de rastreabilidade demonstra que a informação é obtida a tempo; o ensaio do procedimento de recolha demonstra que a organização sabe atuar com ela. A BRCGS pede os dois.
Faça a gestão dos registos do referencial BRCGS sem modelos avulsos
Mostramos-lhe o módulo a funcionar com dados semelhantes aos seus.
Continue a explorar
Páginas relacionadas
Teste de rastreabilidade na IFS Food: registo e exemplo
Como documentar o teste de rastreabilidade que a IFS Food exige como requisito KO: lote escolhido, sentido…
Sistema de gestão da qualidade e da segurança alimentar
O sistema documental do BRCGS sustenta o plano HACCP: procedimentos, especificações e uma rastreabilidade…
Plano de cultura de segurança alimentar BRCGS
Como documentar o plano de cultura de segurança alimentar que a BRCGS pede: diagnóstico, atividades…
Validação e revisão do plano HACCP na BRCGS
Como documentar a validação dos PCC e a revisão anual do plano HACCP que a BRCGS exige: evidências…
Fontes
De onde vem cada dado
Referências ao texto oficial em vigor. Se uma norma for revista, esta página é atualizada e a data de revisão reflete-o.
- BRCGS Global Standard for Food Safety, edição 9 BRCGS · Publicada em agosto de 2022
- Regulamento (CE) n.º 178/2002, princípios e normas gerais da legislação alimentar (arts. 18.º e 19.º) EUR-Lex · 28 de janeiro de 2002