Modelos e registos · FSSC 22000 · Cláusula 2.5.6
Plano de gestão de alergénios na FSSC 22000
A FSSC exige um plano de alergénios documentado dentro do sistema de gestão, com a sua avaliação de riscos, os seus controlos validados e a sua revisão.
Numa frase
O plano de gestão de alergénios da FSSC 22000 é o documento do sistema que reúne a avaliação do risco de contaminação por alergénios a partir de todas as fontes, as medidas de controlo para reduzir ou eliminar o contacto cruzado, a sua validação e verificação, o controlo da rotulagem e a formação do pessoal, como pedem os requisitos adicionais da cláusula 2.5.6.
- Onde a norma o exige
- FSSC 22000 · Cláusula 2.5.6 As cláusulas começadas por 2.5 são requisitos adicionais da parte 2 da FSSC 22000 versão 7, com a mesma numeração da versão 6 para estes oito registos; as da ISO 22000:2018 são explicadas nos seus próprios modelos.
- Tipo de informação
- Documento obrigatório Plano documentado a manter (FSSC 22000 v7, 2.5.6)
- Quem o preenche
- Equipa da segurança alimentar A produção aplica os controlos; a qualidade valida e verifica
- Quando
- Na implementação e a cada alteração Nova matéria-prima, receita, fornecedor ou linha; revisão com a atualização do sistema
- Durante quanto tempo se conserva
- Definido pela organização A ISO 22000 pede que a informação documentada seja conservada sem fixar prazo. O razoável é cobrir o prazo de validade do produto com margem, a lei aplicável e o ciclo de certificação de três anos.
O que a norma exige
O que o referencial FSSC 22000 exige e o que fica ao seu critério
A FSSC pede um plano documentado de gestão de alergénios que inclua uma avaliação de riscos das possíveis fontes de contaminação cruzada —matérias-primas, equipamentos partilhados, pessoal, ar, reprocessamento— e as medidas de controlo para a reduzir ou eliminar.
As medidas são validadas e verificadas, a rotulagem preventiva só é usada quando a avaliação o justifica e todo o produto acabado é rotulado de acordo com a legislação do país de venda. O pessoal envolvido recebe formação específica.
O conteúdo técnico da avaliação coincide em grande parte com o da BRCGS, cuja ficha o desenvolve com um exemplo de linha partilhada; o que é próprio da FSSC é que o plano faz parte do sistema de gestão ISO 22000 e é revisto com ele.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Alergénios presentes no local e produtos que os contêm
- Avaliação do risco de contacto cruzado por fonte
- Medidas de controlo e responsável
- Validação das medidas e evidência
- Verificação periódica e resultados
- Critério para a rotulagem preventiva
- Formação do pessoal envolvido
- Revisão do plano e aprovação
Exemplo
Exemplo: plano de uma fábrica fictícia de barras de cereais
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Alergénios | Amendoim, frutos de casca rija, leite, soja, glúten |
| Fonte principal | Linha partilhada entre barras com e sem amendoim |
| Medidas | Produção sem amendoim no início da semana · limpeza húmida validada · utensílios dedicados |
| Validação | 3 ensaios ELISA de amendoim após limpeza: abaixo do limite de quantificação |
| Verificação | Tira rápida em cada mudança · ELISA mensal no produto |
| Rotulagem preventiva | Apenas na barra de aveia, por um ingrediente com risco declarado pelo fornecedor |
| Formação | Todo o pessoal de linha em janeiro de 2026 · avaliação com questionário |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- O plano é uma lista de alergénios sem avaliação de risco.
- Medidas de limpeza sem validação.
- Rotulagem preventiva em tudo como substituto do controlo.
- O plano não é revisto quando muda o fornecedor ou a receita.
- Pessoal temporário sem formação em alergénios.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1A matriz de alergénios por produto é alimentada pelas fichas técnicas em vigor de cada matéria-prima.
- 2Uma nova versão de uma ficha desencadeia a revisão dos produtos que a usam.
- 3As limpezas de mudança e a sua verificação são registadas no terminal e um resultado não conforme bloqueia a linha.
- 4A formação em alergénios é controlada por função com a respetiva validade.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
Em que difere do requisito da BRCGS?
No fundo, pouco: ambos pedem avaliação de riscos, controlos validados e rotulagem justificada. A FSSC integra-o no sistema de gestão ISO 22000 como plano documentado; a BRCGS trata-o como requisito fundamental com peso próprio na auditoria.
Que alergénios é preciso considerar?
Os que a legislação do país de venda exigir —na UE, os catorze do Regulamento (UE) 1169/2011— e os que o cliente pedir.
É preciso validar todas as limpezas?
As que são usadas como medida de controlo contra um alergénio, sim. As restantes são verificadas com a rotina habitual de limpeza.
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