Modelos e registos · FSSC 22000 · Cláusula 2.5.16
Plano de perda e desperdício alimentar na FSSC 22000
A FSSC 22000 pede uma política e objetivos com metas mensuráveis para reduzir a perda e o desperdício, sem pôr em risco a segurança alimentar.
Numa frase
O plano de perda e desperdício alimentar da FSSC 22000 reúne a política e os objetivos da organização para os reduzir, a forma como são medidos e os controlos que garantem que os produtos doados ou destinados à alimentação animal ou a outras utilizações continuam a ser seguros e são geridos de forma controlada, como pedem os requisitos adicionais da cláusula 2.5.16 do esquema.
- Onde a norma o exige
- FSSC 22000 · Cláusula 2.5.16 As cláusulas começadas por 2.5 são requisitos adicionais da parte 2 da FSSC 22000 versão 7, com a mesma numeração da versão 6 para estes oito registos; as da ISO 22000:2018 são explicadas nos seus próprios modelos.
- Tipo de informação
- Documento obrigatório Política e objetivos documentados (FSSC 22000 v7, 2.5.16)
- Quem o preenche
- Gestão de topo com a equipa da segurança alimentar A produção e a logística fornecem os dados
- Quando
- Revisão anual dos objetivos Acompanhamento mensal ou trimestral dos indicadores
- Durante quanto tempo se conserva
- Definido pela organização A ISO 22000 pede que a informação documentada seja conservada sem fixar prazo. O razoável é cobrir o prazo de validade do produto com margem, a lei aplicável e o ciclo de certificação de três anos.
O que a norma exige
O que o referencial FSSC 22000 exige e o que fica ao seu critério
A FSSC pede uma política e objetivos documentados que detalhem a estratégia da organização para reduzir a perda e o desperdício de alimentos nas suas operações e, na medida em que possa influenciar, na cadeia de abastecimento.
Os produtos doados, vendidos como subproduto ou destinados à alimentação animal devem ser geridos com controlos que garantam a sua segurança e a sua rastreabilidade, cumprindo a legislação aplicável.
O esquema não fixa um número a atingir, mas desde a versão 7 os objetivos têm de assentar em metas claras e mensuráveis, com prazos definidos.
Estrutura
Campos que o modelo deve ter
- Política de perda e desperdício
- Objetivos mensuráveis e prazo
- Indicadores e método de medição
- Destinos: doação, subproduto, alimentação animal, valorização
- Controlos de segurança alimentar e rastreabilidade de cada destino
- Acordos com os recetores
- Acompanhamento e revisão
Exemplo
Exemplo: objetivos de uma fábrica de panificação fictícia
Empresa, pessoas e números fictícios: o exemplo serve apenas para mostrar como fica um registo bem preenchido.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
| Política | Reduzir o desperdício sem comprometer a segurança alimentar nem a legalidade |
| Objetivo 2026 | Reduzir as perdas de produção de 4,2 % para 3,5 % |
| Indicador | Kg de perdas por tonelada produzida, medido todos os meses |
| Doação | Pão do dia com data correta para um banco alimentar, com guia de remessa e lote |
| Alimentação animal | Aparas para um fabricante de alimentos para animais registado |
| Controlo | Nada com alergénio não declarado ou corpo estranho é doado nem destinado à alimentação animal |
| Acompanhamento | Setembro: 3,8 % · em linha com o objetivo |
Na auditoria
Erros que os auditores costumam apontar
- Política declarativa sem objetivos nem indicadores.
- Doações sem registo de lote nem de recetor.
- Produto não conforme por razões de segurança alimentar que é doado.
- Subprodutos para alimentação animal sem confirmar que o recetor está registado.
- Objetivos que não são revistos.
No Kimobox
Como se gere este registo no Kimobox
- 1Os objetivos são definidos com indicadores alimentados pelos dados reais de produção.
- 2As doações e as saídas de subproduto são registadas com o seu lote e recetor, como qualquer expedição.
- 3O destino do produto não conforme exige uma decisão registada antes de o encerrar.
- 4O acompanhamento dos objetivos chega ao relatório da revisão pela gestão.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam antes de começar
É obrigatório reduzir o desperdício na FSSC?
É obrigatório ter uma política e objetivos documentados, com metas mensuráveis e prazos, e controlar os destinos do produto. O esquema não fixa quanto é preciso reduzir.
Pode doar-se produto não conforme?
Apenas se o incumprimento não afetar a segurança alimentar nem a legalidade, por exemplo um defeito de aspeto. O que não é seguro não se doa.
Que controlos se pedem para os subprodutos destinados à alimentação animal?
Que cumpram a legislação de alimentos para animais, que o recetor esteja registado e que o material esteja separado de resíduos e contaminantes. Se se destinar à alimentação animal, o recetor pode precisar de uma certificação como a GMP+.
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